Reflexões …

Precisamos planejar e refletir sobre nossas decisões, mas tentar encontrar um caminho sem obstáculos, é o mesmo que decidir não ir a lugar nenhum. (1)

No âmbito da disciplina de Metodologias I do mestrado em educação e tecnologias digitais, foi-nos dada a possibilidade de dar os primeiros passos no mundo da investigação nas Ciências Sociais e Humanas. Antes de começar a disciplina sentia ter dúvidas sobre que tipos de linha de investigação se poderiam seguir ou quais as etapas de cada uma das linhas de investigação.

Apesar de esclarecido nessas questões, dada a vasta bibliografia fornecida pelo professor, passando pelas vídeo-aulas, foi possível perceber que uma investigação necessita e resulta no cumprimento de várias etapas, de acordo com a linha de investigação que se pretende seguir.

O paradigma mais positivista (investigação quantitativa) partimos de um principio teórico onde formulamos o problema e as hipóteses para a resolução desse problema. Posteriormente e como passo seguinte passa para a definição e operacionalização de variáveis. Depois do desenho da investigação, passa-se à implementação do estudo onde se procede à recolha de dados que confirmam ou refutam uma determinada teoria. Nos estudos mais qualitativos o processo é inverso, é indutivo. O investigador, perante um problema, faz a recolha de dados, levantando questões, estabelecendo relações e procurando padrões chegando à construção de uma teoria. Num dos livros que me tem acompanhado ao longo da minha vida de estudante Manuel João Vaz Freixo faz uma analogia a esta metodologia como sendo um puzzle. Para melhor entendimento das abordagens existentes na investigação, para além do livro referido anteriormente terei de ter em conta as publicações de Coutinho (2011), Cresswell (2007).

Outro dos aspetos relevantes foi a abordagem à temática da Ética e Deontologia e dos limites associados a uma investigação. Começando por definir cada um dos termos o professor levou-nos a refletir sobre casos onde os limites da ciência foram ultrapassados, elucidou-nos sobre o Código de Nuremberg – 1947 e informou-nos sobre a Carta Ética para a Investigação em Educação e Formação do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Esta carta é a base para que possamos compreender os princípios que deverão estar por detrás das investigações ligadas a esta universidade. Para além do mais o professor esclareceu que caso a investigação seja realizada numa escola, com professores, auxiliares, alunos, pais e encarregados de educação, é obrigatório seguir o disposto no Despacho N.º15847/2007, publicado no DR 2ª série n.º 140 de 23 de julho. Através do endereço http://mime.gepe.min-edu.pt permite-nos ter acesso ao sistema de Monitorização de Inquéritos em Meio Escolar (MIME).

Num dos trabalhos propostos para esta disciplina, tomei conhecimento dos Ambiente Pessoal de Aprendizagem (APA) como forma de partilhar os progressos da minha aprendizagem. A partilha de leituras e informações pode facilitar o trabalho dos investigadores, ligando-se como se de uma rede de conhecimento se tratasse. Da análise que fiz de alguns APA verifiquei conteúdos e focos que foram partilhados por outros colegas e que partilhei no meu próprio APA dada a qualidade e/ou interesse na temática.

O meu APA foi concebido de acordo com os módulos em estudo e acrescentei algumas informações consideradas pertinentes. Dentro de cada publicação de cada módulo tentei seguir uma estrutura semelhante, focando as informações dadas pelo professor e informações e bibliografia cedida e sugestões de leitura. Acrescentei ainda apresentações em Prezi, tentando desmontar, por via de um mapa conceptual, a relação entre alguns conteúdos.

Outra dos aspetos importantes desta disciplina foi a utilização do Mendeley. uma aplicação de ambiente de trabalho e web que permite fazer uma gestão dos artigos PDF de documentos. Permite integrar os ficheiros numa área pessoal, criar grupos de partilha.

A aplicação tem características bem particulares. Ao encontrar um texto na internet, ao ser integrado no Mendeley ele questiona se queremos procurar a referida referência bibliográfica e, tal como um passo de magia, ela acontece, automaticamente a referência bibliográfica fica disponível. Para além do mais, a integração da aplicação no Word, pelo add-in, facilita a citação de fontes e de referências bibliográficas. Sem dúvida que se tornou numa aplicação útil para o meu trabalho.

Concluo esta minha reflexão, dizendo que mais uma vez fiquei muito feliz por ter tido a oportunidade de trabalhar com o meu grupo de trabalho na análise do caso de um computador na escola. Discutimos muito e tentamos encontrar os nossos pontos de convergência. O trabalho de investigador também é isso, discutir, refletir e chegar a consensos apesar de saber que na nossa investigação de mestrado será um trabalho mais “solitário”. Colocar-nos esse desafio foi um primeiro passo paras compreendermos a aplicação do referencial teórico que nos foi apresentado.

Mas… e porque se trata de uma reflexão esta disciplina permitiu dar os primeiros passos no mundo da investigação, deu-me as luzes de orientação, mas sei que o caminho ainda é longo. Tive pena de não poder assistir, como aprendiz, à grande maioria das aulas, mas tendo em conta a hora a que decorriam estava eu no papel de professor com os meus aprendizes. Este facto foi colmatado visto que o professor disponibilizou as aulas em vídeo e que sempre esteve disponível para nos esclarecer as dúvidas.

 

(1) http://www.frasesepoemas.com.br/5026

Sugestões de leitura dos APA e Organização do Mendeley

Uma das tarefas incumbidas é a análise dos APA dos restantes colegas. Partilho neste espaço algumas formulações / publicações que me despertaram interesse.

  • Natureza e características da investigação científica – APA Ana (ver publicação)
  • Uso de programas de computador em análise de dados qualitativos – APA Fabrício (ver publicação)
  • Métodos, instrumentos e técnicas de recolha de dados – APA Daniel (ver publicação)
  • Mapa conceptual sobre Metodologias de Investigação (resumo) – APA Christiane (ver publicação)
  • Instrumento de regulação ético-deontológica – carta ética – APA Ricardo (ver publicação)
  • Mapa conceptual sobre conhecimento científico – APA Vítor (ver publicação)
  • Problema, hipóteses e variáveis – APA Fabrício (ver publicação)

Relativamente ao Mendeley foram introduzidos os textos cedidos pelo professor e outros que resultaram das pesquisas pessoais e dos trabalhos de grupo já realizados.

Integração de artigos do Módulo 2 no Mendeley.

 

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APA – outras sugestões

Estes são os Ambientes de Aprendizagem dos alunos de Mestrado e que podem servir de consulta.

 

  • DANIEL VECCHIO ALVES | https://cienciaeeducacao.wordpress.com
  • HELENA CASTRO | https://hpcmetinv.blogspot.pt
  • ELIANE COLETTA | https://elianecoletta.blogspot.com.br
  • CHRISTIANE TOSI | crtosiblog.wordpress.com
  • ARTUR OLIVEIRA | https://arturoliveira6.wixsite.com/metd
  • PATRÍCIA MARIA MELO | https://plus.google.com/u/0/collection/YJ7QFE
  • LAIS SILVA | https://laissilva35.wixsite.com/meusite-1
  • FERNANDA SOUSA | https://fern767.wordpress.com/
  • RAIMUNDO CHAVES | https://metodologiadainvestigacaoiuniversidadedelisboa.wordpress.com/2017/11/15/metodologia-de-investigacao-i/
  • ANA CLÁUDIA MARQUES | https://naclaulamounier.wixsite.com/apaana
  • ANA SILVA ANTUNES | https://investigacaoemetodologia.wordpress.com
  • RICARDO NATALCCHIO | http://ricardonatalicchio.blogspot.pt
  • MARIA DA CONSOLAÇÃO | https://consolacaomb.blogspot.com.br/
  • MIRIAN BENEVIDES | https://mbenevides2.wixsite.com/apametinvestiga
  • VÍTOR GIRÃO BASTOS | https://metodologiadeinvestigacao2017.wordpress.com
  • FABRÍCIO RÓMULO PEREIRA | https://fabriciopereiraieul.wixsite.com/omeuapa

Módulo 3 – Métodos, instrumentos e recolha de dados

(…) a formulação de um problema de investigação consiste em desenvolver uma ideia através de uma progressão lógica de ideias, de argumentos, e de factos relativos ao estudo que se deseja empreender. (…) A problemática de investigação deve ser definida em função das necessidades, interesses, valores e constrangimentos que se manifestam na experiência (…) do investigador.

Vaz Freixo (2009, p.157)

Neste módulo fomos levados a:

  • Identificar características nucleares de diferentes métodos, instrumentos e técnicas de recolha de dados empíricos, sua construção, aplicação e análise.
  • Organizar, comunicar e partilhar os resultados da investigação com a comunidade científica.

De acordo com o analisado, para a consecução de um projeto de investigação/estudo, temos de ter em conta:

  • Problema de partida;
  • Natureza do problema;
  • Paradigma de investigação;
  • Questões de investigação;
  • Objetivos de investigação;
  • Instrumento de recolhas de dados;
  • Plano de análise e;
  • Resultados esperados.

Para abrir a apresentação, clicar sobre a imagem.

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Módulo 2 – Paradigmas da Investigação em Educação

Paradigma es un marco cientifico especifico con unas reglas metodologicas, presupuestos ontologicos, generalidades teoricas que son aceptadas por una comunidad de cientificos y a partir de los cuales realizan sus actividades e investigaciones.

Lukas & Santiago (2004, p.23)

Neste módulo fomos levados a:

  • Distinguir os principais paradigmas de investigação em Educação e respetivos fundamentos ontológicos, epistemológicos e metodológicos.
  • Tomar consciência dos principais desafios de natureza deontológica e ética na investigação científica em geral, e na investigação em educação em particular.

A investigação em educação está envolta de características muito próprias pelo que há cuidados a ter. Ao contrário da investigação científica, a investigação nas áreas sociais lida com outros seres humanos com vivências e especificidades muito próprias.

Paradigmas da Investigação

Paradigma, provém do grego  parádeigma, e por definição é algo que serve de exemplo geral ou de modelo. = PADRÃO(1). No campo da investigação é o modo como uma determinada comunidade científica, num contexto específico, coloca um problema em relação á própria investigação.

A seleção por um ou outro paradigma baseia-se nas crenças e valores do investigador. Deve estar orientado de acordo com um problema de investigação e contribuir para a definição da metodologia a ser seguida.

 

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Módulo 1 – Natureza e característica da Investigação Científica

(…) o objetivo principal de qualquer investigação é obter respostas a perguntas previamente formuladas.

Freixo (2009, p.27)

 

Neste módulo fomos levados a:

  • Compreender a natureza da investigação científica, identificando etapas, componentes do processo e critérios de qualidade.
  • Compreender a importância da formulação de problemas, questões e objetivos de investigação, e o papel da teoria, da revisão da literatura e da recolha de dados empíricos nesse processo.

Na investigação científica que pretendemos realizar deveremos ter um ponto de partida para o projeto. O que gostaria de investigar? Como devo fazer essa investigação?

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Mendeley – Aplicação essencial para investigadores

A Mendeley é uma aplicação de ambiente de trabalho e web que permite fazer uma gestão dos artigos PDF com artigos de investigação e de colaboração. Permite integrar os ficheiros numa área pessoal ou colocar artigos escritos por cada utilizador. Ao registar a plataforma fornece 2 gb de espaço. Permite fazer ligações com várias pessoas que estudam as mesmas áreas de interesse e permite criar grupos públicos ou privados.
A plataforma facilita o trabalho de um investigador à medida que cada utilizador pode instalar um plug in no Microsoft Word e a partir daí citar um artigo. Esta facilidade de efetuar citações de forma rápida e de acordo com as normas APA não é a única uma vez que no final de cada artigo redigido e que cita determinadas fontes, o Mendeley, de forma automática, gera a bibliografia de acordo com a norma APA.
Conheça mais sobre esta plataforma aqui.

APA – O que é?

(…) um APA é entendido como um espaço pessoal online em que cada estudante organiza as aprendizagens que vai fazendo recorrendo às potencialidades das tecnologias digitais.

Costa (ver)

O APA é um Ambiente Pessoal de Aprendizagem onde serão partilhadas todas as aprendizagens que se desenvolverem ao longo das disciplinas de Metodologias de Investigação. Para além de ser um espaço de reflexões, apontamentos e resumos de textos, pretende acima de tudo ser um espaço de partilha. No entanto definir APA não se torna uma tarefa fácil dada a sua aplicabilidade em diversos contextos. Mota (2009) refere um conjunto de ideias e opiniões que contribuem para a definição do termo ( podem ser consultados na p.8).

Serão focados neste APA:

Módulo 1 – natureza e características da investigação científica;
Módulo 2 – paradigmas da investigação em educação;
Módulo 3 – métodos, instrumentos e técnicas de recolha de dados;

Este APA resulta da disciplina de Metodologias de Investigação I sob orientação do Prof. Doutor Fernando Albuquerque.

Referências Bibliográficas

(1) MOTA, José (2009). Personal Learning Environments: Contributos para uma discussão do conceito. In Educação, Formação & Tecnologias; vol.2 (2); pp. 5-21, Novembro de 2009, disponível no URL: http://eft.educom.pt.