PAFC – Projeto de FLexibilidade (II)

Decorreu esta semana (12 a 14 de novembro) no Instituto dos Pupilos do Exército a primeira semana do Projeto de Autonomia e Flexibilidade. Sendo um dos elementos convidados da equipa, para este ano, e em colaboração com as professoras Alexandra Gonçalves, Isabel Couto e Paula Monteiro, ficámos responsáveis pela implementação dos normativos sobre a temática.
Os desafios foram vários, mas foi impressionante a forma como todos os professores do segundo e terceiro ciclo, pais e encarregados de educação e a Companhia de Alunos do Instituto se mobilizaram para que esta semana fosse um sucesso.
É lema desta escola “Querer é Poder” e todos nós quisemos que esta semana fosse um ponto de mudança e de partida para novos e grandes desafios.
Tal como divulgámos, o tema aglutinador é: “Lisboa está na moda!”. Tivemos portanto uma comunidade educativa em ação, a colaborar, cheia de criatividade e iniciativas! (Clique no vídeo e conheça numa apresentação genérica o projeto).

(Vídeo de apresentação)

Partilho convosco um pouco dos desafios colocados à Matemática do 2º ciclo. Pirâmides Alimentares foram a base do jogo que os vários grupos de alunos tiveram de planificar e criar. Com a ajuda do Minecraft, as perguntas e respostas, o criar labirintos e programar foram a base para trabalhos que superaram as expectativas. Mas tivemos mais, engenheiros criadores de modelos da calçada portuguesa.

A Realidade Virtual foi outro dos motes. Com a aquisição de uma máquina de 360º os alunos visitaram vários espaços e criaram percursos virtuais que futuramente serão trabalhados e publicados como forma de visitar e conhecer Lisboa. Com os óculos de realidade virtual tudo ficou muito mais interessante e desde já agradecemos à Microsoft a cedência dos mesmos. Mas ainda não ficámos por aqui.

Os doces tradicionais também estiveram na ementa. Com um Skype in the Classroom falámos com a especialista, Rosângela Xavier, da Tempus Gulosos, para dar umas dicas para algo que não poderei divulgar, mas que estará para breve.

Muitas ideias, muitas interações e algumas questões: “onde começou a matemática?” ou “onde acabam as ciências?” foi difícil de dizer mas isto é mesmo assim o conhecimento é transversal e anda por aí.

Mais novidades em breve!

Projetos de flexibilidade – Matemática com Arte (I)

Apesar deste ano ser o ponto de partida para muitas escolas no projeto de Autonomia e Flexibilidade Curricular no último ano no Instituto dos Pupilos do Exército já se realizaram vários projetos que envolviam a autonomia, a capacidade de resolver situações e a pesquisa. Deitando por terra a ideia de que as aulas estão fechadas dentro de um espaço, estes projetos bebem da visão de que o conhecimento é transversal e não tem limites. Esta filosofia de trabalho foi aquela que sempre defendi pois na vida é exatamente isso que nos desafia constantemente. 

Matemática com Arte

A arte e a matemática estão de mãos dadas. Os azulejos foram o ponto de partida para as construções. Reflexão central,  reflexão axial e  rotações.
A arte, a criatividade e o gosto de criar, foram o mote de partida para abordar o tema que é tão complexo que foi trabalho em parceria com a professora Carla Costa de Educação Visual.

No âmbito do tema “Geometria e Medida – Isometrias no plano”, os alunos do 6º ano de escolaridade começaram por estudar os diferentes tipos de isometrias. De seguida saímos da sala de aula e fomos observar, analisar e compreender as isometrias nos azulejos existentes no espaço escolar. Numa folha de papel começaram a desenhar e com o método do decalque criaram as rotações e reflexões. Posteriormente passámos ao digital e no computador, com maior precisão deram largas à imaginação com recurso ao AtrMini (Atractor). 

Rotação – Produção geométrica Manual
Rotação – Produção geométrica com recurso ao AtrMini 

Designer de caixas

Um designer tem de compreender como são construídas as caixas e a matemática dá uma ajuda. Foi uma aula com muitas caixas de produtos do dia-a-dia e foi dia de as decompor. Áreas, perímetros e figuras geométricas foram os conceitos trabalhados.

Os alunos foram colocados no papel de Designers. Como construir uma caixa? Passos a seguir? Este foi o ponto de partida. No âmbito do tema “Geometria e Medida – Perímetros e Áreas de figuras geométricas”, os alunos do 5º ano de escolaridade começaram por estudar caixas de diferentes produtos do dia-a-dia. Desmontaram, mediram, calcularam e perceberam como são feitas as diferentes caixas. De seguida foram para o computador e em grupo planificaram as caixas. Foram impressas em papel e construídas. Houve erros e melhorias a fazer, mas essa é a razão principal, fazer, testar e melhorar.

Brevemente outros projetos!

Poderemos dar sabor à Matemática?

Ensinar matemática é um grande desafio para qualquer profissional. Incutir o gosto por esta disciplina resulta num trabalho e numa luta constantes por forma a que os desafios que a matemática apresenta sejam ultrapassados. Mas como é que nós, professores, lidamos com tal situação? Como ajudar a desenvolver o gosto pela matemática? Como terminar com a ideia da Matemática ser um bicho de sete cabeças?

Os desafios são evidentes mas são isso mesmo, desafios que diariamente tentamos ultrapassar. Nesse sentido é intenção desenvolver e implementar estratégias de trabalho que, em primeiro lugar, envolvam os alunos em todo o processo, que tenham a liberdade de desenvolver as suas capacidades de acordo com os desafios lançados e desenvolvam a sua capacidade de pensar e resolver problemas. Mas como poderemos fazer?

Partilho aqui algumas experiências de trabalho implementadas nas aulas de Matemática aos alunos do 5º e 6º ano do Instituto dos Pupilos do Exército.

Para começar nada como falar do projeto “Matemática Al Dente”. Foi o primeiro grande desafio do segundo período. Os objetivos, variavam entre construir a torre mais alta que suportasse um Marshmallow no topo, para os quintos anos e a ponte mais comprida que suportasse o marshmallow no centro, para os sextos. Divididos em grupos, os alunos começaram por projetar as ideias no papel e, com o material disponível, começaram a desenvolver os projetos apresentados. Os resultados surpreenderam em especial algumas das pontes apresentadas. A criatividade foi essencial nestes projetos, tal como o trabalho em equipa. Mas que capacidades matemáticas estão inseridas aqui? Na realidade muitas, desde a compreensão de que as bases das torres teriam de ser pirâmides triangulares ou quadrangulares, até à importância dos triângulos na construção dos projetos das pontes. Continue reading “Poderemos dar sabor à Matemática?”

Dia Mundial da Água – Reflexões

Dia Mundial da Água | 22 de março 2018 (1)

Comemorou-se, hoje, no IPE, o Dia Mundial da Água. Com o lema “H2O é Poder”, realizou-se uma atividade transdisciplinar com a água como tema, que decorreu em dois momentos distintos: um plenário com “Skype in the classroom” e um “Peddyphone” usando a aplicação Forms e QRcode.

O público alvo foram os alunos dos quintos e oitavos anos e o objetivo principal foi sensibilizá-los para a importância da água como recurso natural limitado. Pretendeu-se, assim, consciencializar os alunos para a problemática da escassez da água em Portugal e no Mundo e para a necessidade de poupança dos recursos hídricos. A água é uma matéria prima essencial à nossa sobrevivência e à qualidade de vida, que deve portanto ser usada de forma sustentável. Esta é a única maneira de garantir que as gerações atuais e futuras dela possam beneficiar. Durante o plenário, foram exploradas notícias da comunicação social sobre a escassez de água na Cidade do Cabo e sobre o trágico número de incêndios verificados em Portugal no ano de 2017. Os alunos tiveram oportunidade de, através do skype, conversar em inglês, com uma professora que vive na Cidade do Cabo, na África do Sul, a quem colocaram questões relacionadas com o problema da água e da sua escassez. Continue reading “Dia Mundial da Água – Reflexões”

Matemática Al Dente III

Poderemos dar sabor à matemática?

O que terão o esparguete e o marshmallow de importante que nos possam ajudar a aprender?


Pelo terceiro ano os alunos de matemática do 2º ciclo têm de resolver um problema. Em equipas, os alunos têm de tentar descobrir como construir a ponte mais comprida que suporte um marshmallow no centro e a torre mais alta que aguente um marshmallow no topo.
Aparentemente é fácil, mas este ano o desafio foi ainda maior. Para além de tentarem fazer a ponte mais comprida, teria de ser a mais criativa. A grande maioria dos trabalhos cumpriu com os objetivos e o trabalho em equipa, tanto dos alunos do 5º ano, como de 6º ano foram surpreendentes.
Para além de ser o pontapé de partida, no primeiro dia de aulas do segundo período e depois de umas férias de natal merecidas, os alunos descobriram a utilidade da matemática neste projeto. Desde a base das torres de esparguete serem pirâmides triangulares, ou quadrangulares, até á planificação e construção de cubos de suporte às torres das diferentes pontes podemos observar algumas das aplicações da matemática na construção de estruturas reais.
Estes são alguns exemplos dos projetos elaborados.

 

Hour of Code no IPE

Decorreu entre 4 e 10 de dezembro mais uma semana mundial Hour of Code. Mais de 60 alunos do IPE tiveram a oportunidade de participar neste evento mundial onde participaram mais de 500 escolas portuguesas.
O mundo, em constante evolução, traz cada vez mais e maiores desafios aos alunos de hoje e profissionais no futuro. A escola, enquanto peça chave na formação dos alunos, deve estimular diversas valências e competências. Para além do conhecimento, a resolução de desafios, problemas e facilidade de adaptação ao mundo em constante transformação é essencial.
Ao entrar na aventura da programação com o Minecraft Journey, deu-se um ponto de partida a um trabalho que os alunos e pais, podem passar o seu tempo de forma divertida e na companhia de outros, ligando o lazer à aprendizagem.
Bem-vindo ao mundo da programação!

xTreme Classroom III

O xTreme Classroom é um projeto com três anos de existência e decorre no Instituto dos Pupilos do Exército (ver).

O objetivo deste projeto é integrar o uso das tecnologias em contexto escolar (aprender com as tecnologias), implementar o trabalho de equipa, colocando os alunos a resolver, em muitas situações, desafios e problemas matemáticos. A integração destas valências do projeto intensificam ainda mais a aprendizagem porque são criadas relações com o contexto real da vida.
Para além disso o projeto ambiciona a integração e articulação de atividades com outras disciplinas, deitando por terra a ideia de que cada uma delas é um contentor fechado de conhecimentos.
As atividades propostas neste projeto recorrem muitas vezes ao uso das tecnologias, desde a exploração de ferramentas ou aplicações, para determinar conjeturas e retirar conclusões. Também são propostas atividades de manipulação/simulação para mais facilmente compreender determinados conceitos matemáticos. Acresce ainda que é possível de forma rápida fazer uma avaliação das aprendizagens.

Para conhecer melhor cada uma das diferentes atividades/tarefas desenvolvidas neste projeto, desafiamo-lo a visitar cada um dos seguintes pontos:

  • Minecraft na aula de Matemática – As pirâmides de Kéops, Kéfren e Snefru são as três maiores pirâmides, em altura, que existem no planalto de Gizé e os alunos tiveram de as recriar no Minecraft. Mas como procederam? Como recriar em contexto virtual? Consulte a atividade aqui;
  • Programação com linguagem Visual – KODU Game Lab – Ao longo de algumas aulas os alunos são desafiados a criar jogos simples onde acima de tudo consigam resolver situações relacionadas com a lógica da programação, planificação e resolução de problemas. Uma das iniciativas que integra esta atividade foi a participação no Hour of Code. Poderá ver mais sobre esta atividade aqui.
  • O Fast Food – Numa perspetiva interdisciplinar, os alunos começaram por contruir um questionários baseados nas opções alimentares que uma determinada cadeia de restaurantes de comida rápida apresenta. Com recurso ao PULSE, o questionário contruído, foi divulgado pelas redes sociais (Facebook e Twitter) para perceber que tipo de menu é preferido por homens e mulheres e como varia consoante a idade. Partindo desta atividade, foram analisadas as tabelas nutricionais e calculadas as quantidades de açúcar e gorduras consumidas. Os resultados foram surpreendentes. Veja aqui.
  • Isometrias no IPE – Esta tarefa, em grupo, visava procurar na escola vários tipos de Isometrias. Com base nos registos realizados por alunos e professores, produziu-se um vídeo final do trabalho desenvolvido. Foram usados telemóveis nesta atividade. Consulte mais informações sobre esta atividade aqui;
  • A agência de viagem – O desafio era algo complexo. Os alunos, a pares, criaram uma agência de viagens. Perante o perfil de um cliente tiveram de simular três viagens. De carro, avião e autocarro. Posto o desafio os alunos recorreram a vários motores de busca da aviação e autocarros. Para simular a viagem de carro utilizaram o Google Maps. Depois de verificadas as distâncias e gastos associados ao automóvel, cada agência apresentou a sua proposta. A utilização do OneNote foi crucial para que todas as orientações e projetos estivessem reunidos no mesmo local (consulte mais aqui);
  • Skype in the classroom – Esta atividade relacionada com a disciplina das Ciências Naturais, recorreu ao uso do Skype para colocar os alunos em interação com dois zoólogos do Jardim Zoológico de Lisboa. A atividade este inserida no Skype-a-thon e pode ser vista aqui;
  • Desafios de equipas – No âmbito da temática abordada no 7º ano sobre quadriláteros, figuras congruentes e  semelhantes lançou-se mais um desafio. O objetivo principal era a construção de um papagaio que respondesse a um conjunto específico de critérios (ver); Para além desse o desafio Matemática Al Dente também gerou várias discussões e grandes desafios (ver).

Novidades em breve!

Isometrias no IPE

A matemática está à nossa volta, está em todo o lado. Explorar os conceitos e observar a sua aplicação em contexto real torna a aprendizagem mais ativa e envolvente.
Nós, professores, temos e deveremos aproveitar o que os espaços nos reservam e como tal, usá-lo para cativar, envolver e trabalhar com os nossos alunos.
Depois de preparado o projeto Isometrias no IPE, em colaboração com a professora Carla Costa de Educação Visual, debatemos e definimos os passos a seguir.
O desafio lançado aos alunos desenvolveu-se em várias etapas. Numa primeira fase, compreender e procurar os tipos de isometrias. De seguida foram procurá-las pela escola e fazer os respetivos registos. Aqui contamos com a colaboração da professora Alexandra Gonçalves para efetuar os registos fotográficos. As isometrias foram exploradas na aula de Matemática e de seguida decoradas na aula de Educação Visual.
O trabalho está visível neste vídeo e, com orgulho, esteve presente na exposição de final de ano letivo no Instituto dos Pupilos do Exército.

IPE is a Associate Showcase School
Querer é Poder!


OneNote & Pulse – Centro de Formação Edufor

A convite do Centro de Formação EDUFOR, para dinamizar uma sessão sobre OneNote na Educação, foi-me dada a oportunidade de partilhar o trabalho que desenvolvo com os meus alunos no Instituto dos Pupilos do Exército.

A sessão decorreu na Innov@tive Classroom Lab e contou com a presença de 15 formandos, dos quais o diretor do Centro de Formação e dois diretores de escolas associadas a este centro. 

 Com o intuito de dinamizar uma sessão mais interativa e dinâmica decidi recorrer à aplicação Pulse. Esta aplicação permite que, ao longo da sessão, o orador compreenda se a sua mensagem está a chegar de forma correta ao público que assiste a uma sessão.

A análise dos dados que o Pulse permite, através da criação de filtros, fornece-nos uma fantástica análise dos dados que vamos recebendo. Esta é uma aplicação prática, simples de usar e, não menos importante, gratuita.

A sessão decorreu no dia 10de março de 2017 na Escola Secundária Felismina Alcântara em Mangualde e teve a duração de 2h.

Minecraft na sala de aula matemática – IPE

Muitos de nós, professores de matemática, temos discutido a forma como poderemos trabalhar com os nossos alunos determinados conteúdos matemáticos. A exigência das metas curriculares, a formalidade e o afastamento que a mesmas podem ter em relação ao trabalho escolar mais “próximo” da realidade são desafios que temos de ultrapassar. Não é objetivo desta publicação falar deste tema, mas partilho convosco uma atividade que desenvolvi com os meus alunos do Instituto dos Pupilos do Exército. Poderão verificar a envolvência dos alunos em todo o processo e a vontade que têm em querer estar e aprender.

O objetivo era simples, recriar três pirâmides quadrangulares do complexo de pirâmides de Gizé no Minecraft.

Como se desenvolveu este trabalho?

As pirâmides de Kéops, Kéfren e Snefru são as três maiores pirâmides, em altura, que existem no planalto de Gizé e os alunos teriam de as recriar no Minecraft. Mas como procederam? Esta é a fase em que o trabalho passou para os grupos de trabalho.

Depois de estudarem a construção das pirâmides, de verificarem a forma da base, de saberem o comprimento dos lados e altura foi necessário fazer alguns cálculos. Se cada bloco no Minecraft correspondesse a 2,7 m na realidade, quantos cubos seriam necessários para formar a base? Feitos os cálculos e os respetivos arredondamentos começaram as construções.

Verificaram que para a pirâmide de Kéops, cuja base tem 230 x 230 m, teriam de colocar 85,2 blocos (230:2,7= 85,2) e que arredondado à unidade corresponderia a 85 blocos. No total, e preenchendo a base da pirâmide de Kéops, seriam necessários 7225 cubos o que corresponde à potência 852.

Em suma chegaram aos seguintes valores:

Esta atividade estava incluída no tema Proporções / Proporcionalidade direta e permitiu rever ainda as noções básicas matemáticas como os arredondamentos e potências.