Minecraft Edu. na aula e em Erasmus

Todos sabemos da importância dos jogos no nosso dia-a-dia. Para nos distrairmos, para passar o tempo, ou para aprender.

O Minecraft Education faz parte das minhas aulas há algum tempo e tenho-o incluído em diversos projetos. Trabalhar o espírito crítico, a resolução de problemas e a cooperação entre alunos são alguns dos objetivos.

Para este ano o objetivo é mais ambicioso. Envolver as escolas parceiras do projeto Erasmus+ Math is Life Around Us (conheço o projeto aqui).

Dada a situação de pandemia, arranjámos uma forma de visitar os locais de forma virtual com a ajuda do Gooole Earth.

Na nossa escola (Portugal)

Estes últimos dias têm sido muito ativos. Professores e alunos do meu agrupamento de escolas (AEPJM conheça a escola aqui) têm investido o seu tempo em pesquisar, no Google Earth e construir em Minecraft, edifícios emblemáticos no município de Vila Franca de Xira… e à escala.

Numa escola parceira (Salerno – Itália)

Hoje, 29/01/2021 foi dia de ir mais além… Fui até Itália partilhar com as professoras Cláudia D´Arienzo e Marirosário e mais de 60 alunos este projeto que irão abraçar. Depois de uma visita virtual aos Templos romanos de Salermo, eis que irá nascer mais um projeto de Minecraft (aqui).

Este projeto promete!

Programar para aprender geometria

Esta atividade foi desenvolvida com alunos do 6.º ano de escolaridade no Ambiente Educativo Inovador, do Agrupamento de Escolas Pedro Jacques de Magalhães em Alverca. O trabalho visava desenvolver conceitos relacionados com a disciplina de matemática (Geometria – ângulos) e a programação, com recurso aos  tablets.

Os objetivos da tarefa foram os seguintes: desenvolver o raciocínio lógico, aplicar os seguintes conceitos: ângulo; amplitude; sentido positivo / negativo; horário / anti-horário; ângulos correspondentes; ângulos alternos internos, alternos externos e medições.

Para o desenvolvimento da atividade recorreu-se a:

Desenvolvimento

Antes de iniciar a atividade propriamente dita, comecei por trabalhar em sala de aula com os alunos os conceitos indicados. Fizemos um exercício prático em que os alunos “programaram” o professor para realizar um percurso na sala de aula. Esse percurso teria  de incluir rotações no sentido horário e anti-horário e amplitudes de ângulos. Exemplo: anda 10 passos e roda 90º no sentido horário e assim sucessivamente.

Depois desta introdução / revisão, orientei os alunos para a realização da tarefa do Hour Of code no CodeMonkey. Registei-me enquanto professor e os alunos entraram na atividade através do código que disponibilizei. No campo “nome dos alunos” colocaram o número de processo (ex. a12345). Após terminarem os níveis do Hour of Code, passámos à programação em papel (ver anexo), exploração das respostas dos alunos e esclarecimento das dúvidas.

Conclusões

Os resultados surpreenderam pela positiva. Para além da motivação dos alunos, percebi que ao programar em papel os alunos efetivamente aplicavam os conceitos pretendidos de acordo com a lógica de programação. Inclusivamente alguns perguntaram se poderiam escrever os comandos “repeat” na programação. Alunos com maiores dificuldades desenvolveram de forma ativa a atividade e com bons resultados.

Ler mais

Matemática online – OneNote

Sou um adepto do OneNote. Com uma organização simples em Secções (separadores) e Páginas o OneNote é muito fácil de utilizar e de distribuir pelos alunos as tarefas que pretendemos que desenvolvam. Apesar de não ser esta a temática desta publicação, não queria deixar de passar esta ideia e de acrescentar que o OneNote é free!

Mas o que é mais importante para nós?

No OneNote podemos escrever fórmulas matemáticas manualmente e depois pedir ao assistente que as converta, que as resolva, que faça a explicação passo-a-passo da resolução e se for o caso construir o gráfico e manipulá-lo.

Neste vídeo apresento a primeira parte de como escrever e corrigir fórmulas no OneNote online. Apresento, ainda, alguns sites com ideias para explorar as potencialidades da ferramenta. Acreditem vale a pena investirem algum tempo aqui.

Outras dicas úteis:

  • Resolver equações matemáticas com o assistente (aqui )
  • Desenhar gráficos de funções matemáticas com o assistente (aqui).

Do Word ao Google Forms

Depois de abordar os Formulários do Office365 (aqui) para a recolha de informação e correção automática das respostas aos alunos, surgiram algumas novas ideias para os Formulários, neste caso do Google.

O professor Francisco Pereira Gomes produziu um tutorial que poderá ajudar muitos professores a converter, de forma fácil e rápida, um documento do Word ou Google Docs em Formulário do Google Forms. Veja o tutorial a seguir.

Conheça outras partilhas de ideias e tutoriais no eLearning – Apoio no Facebook.

Desafios para as aulas à distância

Foi pedido a milhares de professores que durante um fim-de-semana preparassem algo que muitos não estavam habituados. Usar tecnologias e ainda por cima à distância. Os professores estão de parabéns, pelo seu esforço e pela tentativa que tiveram em ajudar os seus alunos.
Mas houve consequências: pais assustados, fichamentos e a preocupação por quem não tem acesso às tecnologias. Partilho convosco uma das tarefas solicitadas aos meus alunos. #Matemática 5ºano – #Geometria.

Partilho aqui convosco uma estrutura de trabalho que incluiu o #OneNote, #Geogebra, #Stream e #Forms (clique sobre cada um deles para saber mais).

A atividade começa com um desafio: Aprender a trabalhar com o Geogebra. Para isso produzi três vídeos com procedimentos base sobre a utilização do Geogebra.

1º Vídeo – como desenhar retas, semirretas e segmentos de reta.

2º Vídeo – como desenhar retas paralelas e perpendiculares

Continuar a ler

Depois do coronavírus, a escola nunca mais vai ser a mesma – Entrevista

Uma breve opinião de vários professores sobre a revolução que está a acontecer no ensino. Vítor Bastos, Paula Vaz e José Carlos Marques (ler a notícia completa aqui)

“O e-learning não é fazer fichas

José Marques tem 41 anos, é professor de Matemática há 15, e usa a tecnologia desde sempre. Esteve os últimos quatro anos nos Pupilos do Exército a criar um projeto de ensino tecnológico da Matemática e está agora a fazer o mesmo no Agrupamento Pedro Jaques de Magalhães em Alverca, só com turmas de 5.º ano.

Na escola pública onde trabalha, é preciso ter a sorte de aceder a uma das duas salas de informática equipadas com computadores para poder recorrer ao ensino digital. E isso nem sempre é fácil, porque muitas vezes estão ocupadas com aulas de Tecnologias da Informação ou são requisitadas por professores. Mas José Marques tem conseguido pôr os alunos a aprender Matemática com um bloco de notas #OneNote, com o qual fazem de forma autónoma sequências de tarefas, que depois podem complementar ou rever em casa. Está, como o próprio diz, “a lançar a semente” do uso de tecnologia em sala de aula.

Não se pense que tudo o que faz envolve computadores. Os exercícios que leva para a sala de aula incluem tampas de garrafas e torres de esparguete. “Alunos motivados é meio caminho andado”.

Parece estar a ter bons resultados. “Consegui fazer com que Matemática fosse a disciplina favorita dos miúdos e tenho feedback positivo de alguns encarregados de educação. Ainda ontem recebi o mail de uma encarregada de educação que diz ver no filho uma maneira diferente de trabalhar e me queria agradecer por isso”, conta à SÁBADO.

Com esta experiência, José Marques não se assustou quando soube que a covid-19 ia obrigar a ensinar à distância. Mais: o professor quer “que não se perca” a verdadeira revolução que esta pandemia está a trazer às escolas. “Isto pode ser o primeiro passo para uma mudança de pensamento”, nota o docente que tem visto no grupo de apoio no Facebook “muitos professores a investir tempo, muita gente a querer aprender” a usar ferramentas de ensino digital.

Com um mestrado em e-learning, José Marques avisa, no entanto, que boa vontade não chega. “Muitos professores estão a mandar muitas fichas. O e-learning não é fazer fichas. Fazer fichas não é estimulante. Tem de ser um trabalho diferente e falta formação aos professores”. 

Também falta tecnologia às escolas públicas, mas José Marques está a tentar dar a volta a isso, com a candidatura de um aluno ao orçamento participativo jovem para comprar tabletes para todos, num esforço que pretende também reduzir o peso das mochilas que todos carregam para a escola. E confessa estar “à procura de parceiros”  em empresas para tornar realidade estas ideias.

Esta semana, tem acompanhado os alunos à distância. “Eles têm tarefas para fazer, respondem a formulário e têm uma correção automática com explicação para erro. Outros exercícios corrijo eu porque são de desenvolvimento”. Num dos trabalhos, teve  70% de alunos a responder. Num meio que caracteriza como “de classe média”, diz que terá cinco casos sem internet em 60 alunos.

Na semana que agora começa o desafio vai ser dar formação à distância aos colegas para garantir que as reuniões de avaliação do segundo período, que estão quase a começar, se fazem por videoconferência. “Vamos usar o Microsoft Teams e podemos fazer as reuniões com um telemóvel, um computador ou tablete. É preciso é que tenha microfone”, afirma.

Ler a notícia na íntegra aqui.


Conseguiram chegar aqui? Como está a decorrer na vossa escola? Com cada um de vós? Fica o meu pedido para partilharem a vossa experiência.

PAFC – Projeto de FLexibilidade (II)

Decorreu esta semana (12 a 14 de novembro) no Instituto dos Pupilos do Exército a primeira semana do Projeto de Autonomia e Flexibilidade. Sendo um dos elementos convidados da equipa, para este ano, e em colaboração com as professoras Alexandra Gonçalves, Isabel Couto e Paula Monteiro, ficámos responsáveis pela implementação dos normativos sobre a temática.
Os desafios foram vários, mas foi impressionante a forma como todos os professores do segundo e terceiro ciclo, pais e encarregados de educação e a Companhia de Alunos do Instituto se mobilizaram para que esta semana fosse um sucesso.
É lema desta escola “Querer é Poder” e todos nós quisemos que esta semana fosse um ponto de mudança e de partida para novos e grandes desafios.
Tal como divulgámos, o tema aglutinador é: “Lisboa está na moda!”. Tivemos portanto uma comunidade educativa em ação, a colaborar, cheia de criatividade e iniciativas! (Clique no vídeo e conheça numa apresentação genérica o projeto).

(Vídeo de apresentação)

Partilho convosco um pouco dos desafios colocados à Matemática do 2º ciclo. Pirâmides Alimentares foram a base do jogo que os vários grupos de alunos tiveram de planificar e criar. Com a ajuda do Minecraft, as perguntas e respostas, o criar labirintos e programar foram a base para trabalhos que superaram as expectativas. Mas tivemos mais, engenheiros criadores de modelos da calçada portuguesa.

A Realidade Virtual foi outro dos motes. Com a aquisição de uma máquina de 360º os alunos visitaram vários espaços e criaram percursos virtuais que futuramente serão trabalhados e publicados como forma de visitar e conhecer Lisboa. Com os óculos de realidade virtual tudo ficou muito mais interessante e desde já agradecemos à Microsoft a cedência dos mesmos. Mas ainda não ficámos por aqui.

Os doces tradicionais também estiveram na ementa. Com um Skype in the Classroom falámos com a especialista, Rosângela Xavier, da Tempus Gulosos, para dar umas dicas para algo que não poderei divulgar, mas que estará para breve.

Muitas ideias, muitas interações e algumas questões: “onde começou a matemática?” ou “onde acabam as ciências?” foi difícil de dizer mas isto é mesmo assim o conhecimento é transversal e anda por aí.

Mais novidades em breve!

Projetos de flexibilidade – Matemática com Arte (I)

Apesar deste ano ser o ponto de partida para muitas escolas no projeto de Autonomia e Flexibilidade Curricular no último ano no Instituto dos Pupilos do Exército já se realizaram vários projetos que envolviam a autonomia, a capacidade de resolver situações e a pesquisa. Deitando por terra a ideia de que as aulas estão fechadas dentro de um espaço, estes projetos bebem da visão de que o conhecimento é transversal e não tem limites. Esta filosofia de trabalho foi aquela que sempre defendi pois na vida é exatamente isso que nos desafia constantemente. 

Matemática com Arte

A arte e a matemática estão de mãos dadas. Os azulejos foram o ponto de partida para as construções. Reflexão central,  reflexão axial e  rotações.
A arte, a criatividade e o gosto de criar, foram o mote de partida para abordar o tema que é tão complexo que foi trabalho em parceria com a professora Carla Costa de Educação Visual.

No âmbito do tema “Geometria e Medida – Isometrias no plano”, os alunos do 6º ano de escolaridade começaram por estudar os diferentes tipos de isometrias. De seguida saímos da sala de aula e fomos observar, analisar e compreender as isometrias nos azulejos existentes no espaço escolar. Numa folha de papel começaram a desenhar e com o método do decalque criaram as rotações e reflexões. Posteriormente passámos ao digital e no computador, com maior precisão deram largas à imaginação com recurso ao AtrMini (Atractor). 

Rotação – Produção geométrica Manual
Rotação – Produção geométrica com recurso ao AtrMini 

Designer de caixas

Um designer tem de compreender como são construídas as caixas e a matemática dá uma ajuda. Foi uma aula com muitas caixas de produtos do dia-a-dia e foi dia de as decompor. Áreas, perímetros e figuras geométricas foram os conceitos trabalhados.

Os alunos foram colocados no papel de Designers. Como construir uma caixa? Passos a seguir? Este foi o ponto de partida. No âmbito do tema “Geometria e Medida – Perímetros e Áreas de figuras geométricas”, os alunos do 5º ano de escolaridade começaram por estudar caixas de diferentes produtos do dia-a-dia. Desmontaram, mediram, calcularam e perceberam como são feitas as diferentes caixas. De seguida foram para o computador e em grupo planificaram as caixas. Foram impressas em papel e construídas. Houve erros e melhorias a fazer, mas essa é a razão principal, fazer, testar e melhorar.

Brevemente outros projetos!

Poderemos dar sabor à Matemática?

Ensinar matemática é um grande desafio para qualquer profissional. Incutir o gosto por esta disciplina resulta num trabalho e numa luta constantes por forma a que os desafios que a matemática apresenta sejam ultrapassados. Mas como é que nós, professores, lidamos com tal situação? Como ajudar a desenvolver o gosto pela matemática? Como terminar com a ideia da Matemática ser um bicho de sete cabeças?

Os desafios são evidentes mas são isso mesmo, desafios que diariamente tentamos ultrapassar. Nesse sentido é intenção desenvolver e implementar estratégias de trabalho que, em primeiro lugar, envolvam os alunos em todo o processo, que tenham a liberdade de desenvolver as suas capacidades de acordo com os desafios lançados e desenvolvam a sua capacidade de pensar e resolver problemas. Mas como poderemos fazer?

Partilho aqui algumas experiências de trabalho implementadas nas aulas de Matemática aos alunos do 5º e 6º ano do Instituto dos Pupilos do Exército.

Para começar nada como falar do projeto “Matemática Al Dente”. Foi o primeiro grande desafio do segundo período. Os objetivos, variavam entre construir a torre mais alta que suportasse um Marshmallow no topo, para os quintos anos e a ponte mais comprida que suportasse o marshmallow no centro, para os sextos. Divididos em grupos, os alunos começaram por projetar as ideias no papel e, com o material disponível, começaram a desenvolver os projetos apresentados. Os resultados surpreenderam em especial algumas das pontes apresentadas. A criatividade foi essencial nestes projetos, tal como o trabalho em equipa. Mas que capacidades matemáticas estão inseridas aqui? Na realidade muitas, desde a compreensão de que as bases das torres teriam de ser pirâmides triangulares ou quadrangulares, até à importância dos triângulos na construção dos projetos das pontes. Continue reading “Poderemos dar sabor à Matemática?”